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O trabalho e o ócio

“O Direito à Preguiça” (1880), escrito por Paul Lafargue, genro de Karl Marx, não perdeu seu vigor. O autor fez uma crítica ao regime capitalista, chamando a atenção para a ideologia da exaltação do trabalho. Na época, as jornadas se estendiam a 15, 16, até 17 horas. Hoje, de fato, as jornadas de trabalho diminuíram. Porém, a política econômica é produtivista e a euforia neoliberal exalta o mercado e a competitividade, concebida como aumento de trabalho. Lafargue alertava para o fato de que o trabalho não precisaria ser tão exaltado, caso os avanços tecnológicos fossem usados em benefício dos que trabalham e não em proveito dos que lucram. O capitalismo vem sabotando qualquer possibilidade de um ócio fecundo e de um lazer humanamente enriquecedor.

Ivana Veraldo

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