Trabalhadora comum

Elaine Cristina Siroti, juíza de direito da Vara Criminal e Anexos de Sarandi, em carta publicada na Veja desta semana, comenta que se vê obrigada a fazer quatro horas extras por dia e levar serviço para casa todos os fins de semana, diante dos cerca de 8 mil processos existentes. “Particularmente, acho que a discussão sobre os sessenta dias de férias para os magistrados se esgotou. A sociedade não admite mais tal “privilégio” e exige que os juízes sejam tratados como trabalhadores comuns”, escreveu, ao comentar artigo de Roberto Pompeu de Toledo. “Dispenso os sessenta dias de férias e exijo o pagamento das horas extras, pagamento pelos plantões que sou obrigada a fazer de madrugada e em fins de semana alternados com outros dois colegas da comarca e adicional de periculosidade. Exijo ser tratada como uma trabalhadora comum!”, acrescentou.