Meu lado mulher
Este foi comentário de Celene Tonela, em postagem recente: “Prezado Rigon, leio seu blog mas raramente me pronuncio. Entretanto, causou-me tamanha indignação a opinião do senhor Akino que resolvi protestar. Luto e acompanho a luta das mulheres por igualdade e por políticas públicas há mais de uma década. Delegacias de Mulheres, Secretarias Municipais, a Secretaria Especial para Mulheres do Governo Federal, os conselhos municipais para mulheres e a Lei Maria da Penha são elementos que se somam nessa luta. São demandas da sociedade. A Secretaria Municipal para as Mulheres é uma conquista de todas nós e não um capricho de um gestor. Gestor, aliás, que é substituído periodicamente por meio de eleições. Se há má utilização do órgão, condene-se o gestor e não a estrutura. Vemos a má utilização de recursos públicos em muitas outras situações, mas ninguém bradando para se eliminar uma secretaria de saúde, por exemplo. Fazendo uso de um ditado popular, o Sr. Akino quer “matar o boi para eliminar o carrapato”. Infeliz pronunciamento próximo à nossa data – o 8 de março.”
Meu comentário: Prezada Celene, agradeço sua manifestação, através da qual presto minhas homenagens às mulheres, que são tão iguais aos homens e esclareço: Se fosse o caso de se ter uma Secretaria para elas, deveríamos que ter uma para os homens, para os gays, para os idosos… Entendo que uma delegacia especializada já é suficiente para atender a maior necessidade daquelas, felizmente a minoria, que são vítimas da violência de covardes homens. Mulher é ser humano, e as que precisam do poder público podem ser contempladas, através da Sasc, até numa diretoria, um órgão enxuto. A Ssecretaria específica, em Maringá, e na maioria das cidades, é um cabide de CCs, serve para gastos com diárias, gasta dinheiro público que só beneficiam algumas. A de Maringá é um escândalo, e nos parece que foi criada sob medida para pagar o apoio da titular, apoio este que teve um peso na eleição de 2004. Como viu na postagem, sou contra secretarias e ministérios, como o a pesca, sob pena de termos que criar, repito, a dos homens, do café, da pecuária, dos gays, dos negros, dos japoneses, dos mendigos, etc, etc. Acho até descriminação. É dar razão aos que pensam que as mulheres são fracas, inferiores. Penso que as mulheres são muito mais fortes que os homens. Eu sou dependente direto de pelo menos duas, a mãe e a esposa. Completando, sou contra o ‘dias das mulheres’. Para mim todos os dias são dias dos seres humanos. Celene, não fique indiganada, estamos do mesmo lado.
PS: Para um leitor que disse que acha que sou gay (nada contra, pelo contrário), confesso que realmente tenho um lado feminino latente, que é lésbico. Nem por isso vou defender a criação de uma secretaria.
Akino Maringá, colaborador
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