Recebi e-mail do Sismar nos seguintes termos:as auxiliares de todos os centros de educação infantil (CMEIs) de Maringá farão um dia de paralisação na próxima terça-feira em protesto pela falta de valorização profissional. Desencadeada pela ausência do prefeito Sílvio Barros (PP) em uma plenária da categoria, no último dia 20, a paralisação começará com um manifesto das auxiliares em frente ao Paço Municipal, às 7h30.
Segundo a presidente do Sismmar, Iraídes Baptistoni, o município cobra das auxiliares de creche ensino médio completo para o exercício da função. No entanto, elas estão incluídas no subgrupo operacional GO2, ao lado de coveiro, cozinheira, frentista tratador de animais, entre outras funções as quais o município só exige ensino fundamental incompleto. “Pelo nível escolar cobrado das auxiliares de creche, elas deveriam ganhar um salário inicial de no mínimo R$ 882,04”, explica Iraídes.
Na última plenária da categoria, as auxiliares de creche esperavam que o prefeito esclarecesse os motivos pelos quais o projeto que incluiria essas profissionais no PCCR do Magistério ainda não foi encaminhado para votação na Câmara Municipal. Além de não comparecer, Silvio Barros também não enviou representante, fato que deixou a categoria indignada. Agora, o Sismmar espera uma proposta efetiva do prefeito. Novas paralisações, além dessa prevista para terça-feira, não estão descartadas pelo sindicato.’
Meu comentário: Quanto vale o trabalho de um (a) profissional desta área, se comparado com o que realizam muitos vereadores. Se vereadores, fazendo o que fazem, querem ganhar R$ 12.025,00, é um absurdo pagar só o salário mínimo. Vejamos a importância de uma boa auxiliar de creche, para uma família que precisa trabalhar e não tem onde deixar o seu filho, e comparemos com a de alguns vereadores. Será elas não mereceriam ganhar os R$ 6.600,00 atuais e eles os R$ 622,00? Quem trabalha mais?
Akino Maringá, colaborador