Li no blog do Messias Mendes e reproduzo: “Há uma briga surda, bem de bastidores mesmo, entre a família Barros e o grupo da Sociedade Rural que trabalha para colocar a atual presidente Iraclézia Araújo no cenário político-partidário de Maringá. Pela simples razão de que Iraclézia, primeira mulher no país a presidir uma sociedade rural, pode emplacar e, naturalmente, tomar espaço da deputada Cida Borghetti. Talvez para evitar o constrangimento que causaria ao colocar azeitona na empada da ruralista, o governador Beto Richa não apareceu em Maringá no lançamento da Expoingá/2012. Mas não é só isso, claro. Tudo o que o governador não quer é que lhe coloquem uma faca no pescoço para ele nomear Silvio Barros II para uma secretaria do Estado, no lugar de Ricardo, que deve sair ante a perspectiva de pegar um cargo importante no Governo Federal. O fato é que Ricardo manobra sua adaga com destreza , mas com tamanha sofreguidão, que pode acabar se ferindo com a própria arma”.
Meu comentário: De fato é tradição que governadores participem do lançamento da Expoingá, e a ausência de Richa, embora se diga que tinha compromisso previamente agendado, é suspeita. Quanto à comparação entre Iraclézia e Cida, o temor é justificado. Na minha opinião Iraclézia tem potencial para crescer politicamente e pode muito bem ser, no futuro, muito melhor prefeita do seria Cida. Aliás, Cida poderia talvez preferisse ser prefeita de cidade mais próxima de Curitiba. E sobre a nomeação de Silvio acredito que já está tudo acertado, atendendo, indiretamente, até interesses do Planalto.
Akino Maringá, colaborador