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Falo por mim

Foi um honra ler a seguinte postagem: “Caro Akino, sempre acompanho seus comentários neste espaço. Uma coisa me intriga quando se fala em política. Leio muito sobre o assunto e não sei por que a maioria daqueles que chegam ao poder mantém certas relações espúrias. É possível chegar ao poder sem se misturar com empreiteiros suspeitos, contraventores e toda uma laia de surrupiadores do dinheiro público? Ou seria o sistema que levaria a isso? Não adiantaria a mudar pessoas? Donizete Oliveira’
Caro Donizete, falo por mim. Não pretendo exercer qualquer cargo político, seja eletivo ou de assessoria, enquanto vigorar o modelo atual. Não porque tema tornar um corrupto ao me misturar com toda essa laia de surrupiadores do dinheiro público, como você disse (claro que não estamos generalizando), mas porque, primeiro não estou disposto a gastar dinheiro do bolso em campanha eleitoral, nem a ficar com o rabo preso com algum financiador, e segundo sei que pouco poderia fazer no sistema atual. Entendo que enquanto não mudar a forma de financiamento das campanhas isto vai continuar acontecendo (defendo o financiamento público). Temos que mudar as pessoas, precisamos experimentar outras alternativas. Admiro alguns que têm coragem de enfrentar e poderia nominar alguns vereadores , em Maringá, citando Humberto Henrique e Marly Martin, por exemplo (há outros poucos). Precisamos escolher aqueles não vejam a politica como profissão e meio de acensão social. Já que está na moda a questão das cotas, sugiro a criação de cotas para vereadores, por exemplo. Um terço poderia ser de vereadores voluntários, escolhidos entre os aposentados de nível superior, gente com ficha imaculadamente limpa, acima dos 50 anos, que doaria o seu tempo como num clube de serviços. O mesmo aconteceria nas assembléias, e na Câmara Federal e Senado. Não ganhariam nada, nem teria direito a assessores, que não fossem funcionários de carreira. Neste caso eu seria candidato. Quem sabe? No momento nos resta rezar e continuar usando espaços como este, do blog do Rigon, quem tem um papel muito importante para que as coisas não sejam ainda piores, para denunciar e comentar.
PS: Estou preocupado com a possibilidade da aposentadoria do promotor Cruz. Sem ele, em Maringá, a corrupção seria uma cachoeira.
Akino Maringá, colaborador

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