Oposição silenciosa

Quando Lula tentou mudar as regras da poupança em 2009, tributando cadernetas com depósitos acima de 50.000 reais, a oposição organizou um levante no Congresso. DEM, PSDB e PPS criaram uma frente parlamentar e acusaram o governo de ter “quebrado a confiança” que os brasileiros depositaram no investimento e anunciaram que recorreriam ao STF, se fosse preciso, para barrar o projeto de lei com as mudanças — e Lula, na época, recuou.
O que aconteceu com a oposição, que agora segue silenciosa diante das medidas anunciadas por Dilma Rousseff? Além do evidente enfraquecimento dos oposicionistas, que já não falam grosso como antigamente, um graúdo dirigente tucano admite que ficou complicado bater em uma proposta do governo que tem como pano de fundo a redução dos juros e o cerco ao lucro dos bancos. (do blog de Cristiana Lobo)
Meu comentário: A oposição federal anda muito fragilizada com o caso Cachoeira e não arriscaNo caso específico, das mudanças no cálculo de rendimento da poupança, concordo que não há muito o que contestar, a não ser, como fez Alvaro Dias, cada vez mais um voz quase solitária oposicionista, lembrar que poderia se mexer na tributação das outras aplicações.
Akino Maringá, colaborador