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Ameaças e “ameaças”

Assisti ontem à noite, como parte do meu trabalho voluntário de acompanhamento das atividades políticas de Maringá, especialmente da Câmara, a sessão gravada e vou dar a versão do que entendi. Zebrão, ao comunicar que o inquérito aberto para apurar supostas irregularidades nas reuniões das comissões da Câmara foi arquivado, disse que Murilo Gatti teria uma surpresa, que aguardasse que teria uma surpresinha. A fala de Zebrão foi até ingênua, mas dava um tom de ameça. Que surpresa seria? Um atentado? Paulo Soni foi mais direto, disse que iria processá-lo e pedir indenização. Heine, que não tinha nada a ver com o assunto, e poderia ficar calado, entrou no assunto, disse não deixaria barato, ou por menos, não lembro ao certo. Flávio Vicente, mais ou menos diplomático, falou da matéria do último domingo, depreciando o trabalho do jornalista. Zebrão, talvez alertado, corrigiu-se, dizendo que a surpresa seria um processo.
Sobre o assunto, li no Diário On line a opinião de Murilo Gatti e reproduzo: “O jornalismo incomoda porque faz o leitor refletir. Não precisamos afirmar que R$ 12 mil é muito para pagar um vereador. Basta compararmos com a realidade de quem trabalha na iniciativa privada, onde apenas 1,2% dos trabalhadores maringaenses ganha mais do que este valor. Todos sabem que o vereador não precisa de estudos e qualificação, mas de votos. Ressaltamos isto para mostrar ao eleitor a necessidade de se analisar muito para escolher bem. Bastou um mês – em 2011 – para que O Diário mostrasse o descumprimento de horário e as atas industrializadas das comissões permanentes da Câmara. A constatação desagradou vereadores porque motivou inquérito do Ministério Público. Ao final, a promotoria encontrou ilegalidade, confirmou com funcionários o teor da reportagem, mas considerou que não houve dolo ou má-fé para ingressar com ação por ato de improbidade administrativa. O objetivo do jornal foi atingido: os integrantes da comissão foram cobrados a cumprir os horários, e os funcionários, a fazer atas realistas. Uma boa reportagem incomoda. Se deixar de incomodar, não vai ser jornalismo.”
Meu comentario (Akino): Acho que Zebrão e todos os demais perderam uma grande oportunidade de ficarem calados. Melhor não mexer com este negócio de processor jornalista. Isto não dá certo.
PS: Minha solidariedade a Murilo Gatti.
Akino Maringá, colaborador

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