Dois discursos proibidos
A candidatura do PP entra em campo com muito tempo de televisão, mas com a proibição de usar pelo menos dois discursos. A aliança com o PMDB implica necessariamente em jogar no esgoto o discurso do bom uso do dinheiro público. O apoio peemedebista poderá fazer sangrar o erário, visto que é feito com base em toma-lá-dá-cá, no compadrio e na amarração a cargos; não há nada de programático. Pupin não poderá defender a moralidade no interior do cofre da Prefeitura de Maringá depois de andar com tais companhias, pois seu compromisso é abrigar a todos, se eleito, em confortáveis CCs. Ao contrário de Dr. Batista (PMN) e Wilson Quinteiro (PSB), que já declararam abertamente serem pela redução do número de cargos comissionados no município, ele não tem como atacar essa política que benze a aliança clientelista e fisiologista que encabeça.
Outro discurso que o candidato do PP fica proibido de usar nesta campanha por influência das companhias que lhe foram impostas é a tal ficha limpa. Com as nomeações que fez no exercício do mandato-tampão, vai ter que passar a campanha inteira explicando o que tem contra a nomeação de pessoas com ficha limpa e por que não cumpre a lei maior do município, que prevê certidão negativa dos auxiliares do prefeito.
Ilustração tirada daqui.
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