Os integrantes da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, por unanimidade de votos, mantiveram a decisão pela qual o juízo da 1ª Vara Criminal recebeu a denúncia e instaurou processo criminal contra o prefeito de Porecatu, Walter Tenan (foto), 55, um intermediário (João Jaime Marson, o João Bolinha) e dois empresários de Maringá (João Marcos Mariani e Marcelo Eloir Wisniewski, da Top Distribuidora) , acusados de receptação qualificada, tráfico de drogas, associação ao tráfico, formação de quadrilha e posse de munição de uso restrito. Tenan, que é candidato à reeleição pelo PSDB, foi preso em setembro de 2008, acusado de encabeçar o esquema de roubo e receptação de mercadorias, venceu a eleição e a partir de janeiro de 2009 passou a ter foro diferenciado. O acórdão foi publicado ontem e os réus devem apresentar defesa prévia em cinco dias, de acordo com o relater Valter Ressel. Uma operação da Polícia Civil terminou com a apreensão, na distribuidora, de centenas de medicamentos de tarja preta, de uso restrito e controlado, além de grandes quantidades de produtos alimentícios, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, perfumaria, produtos do gênero alimentício, de limpeza e de higiene pessoal, entre outras mercadorias. Escutas telefônicas mostraram que Tenan, proprietário de rede de supermercados, adquiria os produtos, fruto de roubo de carga, pagando 60% do valor da mercadoria. Na casa do hoje prefeito, que já tinha passagens pela polícia, foram apreendidas ainda munições de pistola, calibre 9 mm, marca S&B (sellier & bellot), de fabricação da República Tcheca, cuja introdução no país é legalmente proibida.