“Medo do fim da boa vida”

Leitora conta que hoje teve “a infelicidade de cruzar” com os manifestantes do Hospital Universitário Regional de Maringá, que estão en greve. Relata que estava dentro do ônibus que aguardava terminar a caminhada para ter acesso ao terminal, quando “do nada aparece uma moça de camiseta branca, calça jeans e uma câmera na mão que levantou sua revolta com o motorista e com os passageiros, desce e vai a pé, desafiando o motorista e ele graças a Deus muito educado não falou uma palavra sequer diante dos insultos daquela gente. Mas de mim eles ouviram: isso aí são os nossos atendentes, e querem nosso respeito e mobilização popular; se eles não têm respeito ao próximo, primeiro eles precisam se tornar humanos no atendimento, isso já bastaria um pouco, tratam os pacientes como se eles não fossem humanos também. Só o que ganham de horas extras paga toda minha despeza. Gente sem educação e querem nosso respeito”, escreveu, indignada, considerando que a greve é um protesto com medo do fim da boa vida. “Eles fazem hora extra na rua”, acrescentou.