Depois de sete dias sem postar, Messias Mendes comenta a pesquisa do Ibope. Li no seu blog, e tomo a liberdade de reproduzir: “A pesquisa do Ibope, que Iraclésia e Quinteiro tentaram impugnar trazia alguns vícios de origem na sua metodologia, que a comprometia de fato. Por exemplo: uma concentração muito grande das entrevistas na Zona Norte da cidade e a ausência dos dois candidatos na simulação do segundo turno. Além disso, foi ostensiva a presença de carros adesivados e a maciça presença de cabos eleitorais de uma das candidaturas do pelotão de frente, exatamente no período pesquisado e na região onde os coletadores dos dados estavam circulando. Como explicar isso?
Nota-se a partir de agora, a estratégia do primeiro e do segundo colocado em trabalhar o voto útil, tornando plebiscitária uma eleição pulverizada. Os números, pelo que se percebe com base em sondagens de consumo interno dos partidos, estão desconectados da realidade. Isso, claro, cria uma situação desfavorável aos candidatos que a pesquisa mostra distanciados da dupla que lidera, com empate técnico. Faz parte do jogo, mas a manipulação evidenciada na disparidade dos percentuais desserve a democracia, na medida em que ludibria a boa fé do eleitor. O buraco é mais embaixo, mas o Ibope inverteu esta lógica, colocando-o mais em cima.”
Meu comentário (Akino): Caro Messias, confesso que estranhei os números. Tinha informações diferentes , que justificavam a ‘bateção’, que começou no domingo, com Silvio II, no fronte. Talvez a diferença de tempo de televisão explique porque alguns candidatos permaneçam estagnados e até caíram. Nunca é demais lembrar que fatos novos podem mudar todo o quadro. Lembram de 2000? Quinteiro, Batista e Iraclézia não podem desanimar. Até mesmo Hércules e Débora estão do páreo. Por falar em Débora, parece que ‘caiu em si’. Já Hércules, apesar do presidente do seu partido demonstrar ser Pupin desde criancinha, continua firme, confiante.
PS: Acho que uma boa estratégia de todos os candidatos é alertar que o voto dele pode ser ‘inútil’, em sentido mais amplo. Como sabemos, muitos não gostam de perder o voto.
Akino Maringá, colaborador