Pupin deu mostras, pelas entrevistas que concedeu após a vitória no primeiro turno, que vai aumentar os ataques ao PT, ressaltando as cores vermelho e azul. Se pudesse lhe dar um conselho diria que isto não é necessário e não será bom para sua carreira política. As chances de ter seus votos considerados nulos são de 82,995%, como já escrevi ontem. Este percentual pode aumentar nos próximos dias. O Balestra, que é advogado, disse que pode ser considerada de 100%.
Por outro lado, tem boas chances de ampliar a vitória do primeiro turno, mesmo sem atacar o adversário. É da cultura do povo maringaense este preconceito contra o PT. A não ser que Enio Verri contasse tudo sobre a administração Barros e a maioria da população ficasse sabendo que esses oito anos de mandato não perdem para o de Jairo Gianoto. Que Paulicchi começou a atuar no ‘guverno’ Ricardo Barros. Que há um processo milionário envolvendo Ricardo Barros, onde milhões em impostos foram perdoados, de gente grande da cidade, no caso chamado ‘tenda dos milagres’. Enio parece não querer tocar nesses assuntos, além de outros bem recentes envolvendo o capo. Mas se Pupin insistir nos ataques não haverá outro jeito.
Dira que Pupin não ganhará nada os ataques, pelo contário, só tem a perder para o futuro. Que faça uma campanha paz e amor. A bem da verdade, como diz Ruth Bolognese, eu adoraria que houvesse baixaria (verdades), mas pelo bem de Pupin, homem sério, acho melhor não. Não vale a pena se queimar por conta de ‘certos companheiros’, que podem estar encerrando as carreiras políticas. Pupin ainda tem muito a ganhar, e o primeiro passo, logo após a eleição, é mudar de partido. Quem sabe voltar ao PDT de Osmar Dias, reconciliando-se com o ex amigo.
Akino Maringá, colaborador