Estilos diferentes no ringue

debate
Terminado o debate, mediado pelo jornalista Fernando Parracho, parecia que Carlos Roberto Pupin era do PT e Verri, do PP. Por mais que fosse estratégia, Enio Verri não revidou o adversário, parece ter preferido preferiu manter o estilo “paz e amor”. Mesmo não sabendo números de pessoas na fila da saúde, falando inverdade ao dizer que poderia cobrar recapeamento (isso não é contribuição de melhoria), ao acusar petistas de serem fichas sujas e dizer que ele era ficha limpa, apesar de ter nomeado assessores condenados criminalmente por formação de quadrilha, Pupin saiu do debate como o boxeador que buscou minar o adversário de qualquer forma. Enio Verri não conseguiu ser incisivo nem quando falou que Ricardo Barros mandará num eventual governo de Pupin, e ainda deixou seu vice, que é apoiado pelo maior número de políticos acusados de irregularidades e condenados por improbidade, ser alvo do pepista, sem a devida reação. Em alguns assuntos, como a segurança pública e mortes no trânsito, até que houve igualdade, mas se houve alguma surpresa foi a postura agressiva de Pupin, do começo ao fim, inclusive saindo, sem ser incomodado, dos temas colocados em discussão. Verri preferiu a defesa oral, com pouco ânimo, ao repetindo por diversas vezes que não era prefeito à época dos fatos atacados pelo concorrente. Se foi estratégia, e não apenas “branco”, resta esperar se vai funcionar daqui a dois dias.