Estereótipos negativos
Outra prática de exclusão escolar é a de criar estereótipos negativos, que não só justificam a não-aprendizagem dos conteúdos escolares pelos alunos e o seu mau comportamento como também reprimem qualquer tipo de investimento que se possa fazer para que esse aluno aprenda e se desenvolva em termos escolares. Isso pode ocorrer quando se agrupam “certos” alunos em “classes extras”, as “classes de progressão”, ou em filas separadas nas salas de aula. Esses alunos são estereotipados e recebem um tratamento diferenciado dos demais companheiros porque já receberam a sentença de seu destino escolar naquele ano. São alunos que não se encaixam nos padrões de normalidade impostos pelos professores, recebem uma marca atribuída por eles, passando a ser reconhecidos no meio escolar por tais atribuições. São essas marcas imputadas aos alunos que vão levar os professores a tomarem-nas como determinantes do seu sucesso ou do seu fracasso escolar.
Ivana Veraldo
*/ ?>
