Produzimos a melhor uva fina de mesa
Por Cezar Lima:
No começo, éramos tímidos produtores de uvas itália e de niágara, depois apareceu a rubi e desta, a benitaka. Segundo Mazzia, um expert em uvas e que trabalhou com afinco na Emater, “da Itália, houve mutações genéticas extraordinárias e aliada à pesquisa, variedades e variedades, foram surgindo”, como foi o caso da brasil, venus, bordeaux, santa isabel, benefugi, goldem red, super rubi e, para o coroamento da vitória da viticultura, a Embrapa, lançou este ano a vitória, uva de excepcional qualidade e de um paladar refinado, prometendo ser a “coqueluche” no mercado brasileiro, para próxima década. Um viticultor português, Silvestre Ferreira, da ilustre “Casa Silvestre Ferreira!, tradicional e centenário produtor de vinhos de castas europeias, ao residir em Maringá, introduziu a variedade dona maria e daí com a “Aljofar” começou a produzir vinhos, hoje comercializados com exclusividade pela “Adega Brasil”. Profundo conhecedor de uvas de qualidade, Ferreira, foi quem produziu em nossa região, “Uvas sem sementes”, com tecnologia trazida do Chile. Retornando a Portugal e com conhecimentos adquiridos em Marialva, principalmente no sistema de “podas”, o bom patrício, produz no “Valle da Rosa” uvas de superior qualidade, durante quase o ano todo. Muito devemos a seu Silvestre, principalmente no tocante a “embalagem de uvas”, onde ele deixou instruções valiosas. Seria de bom alvitre, para a 20ª Festa da Uva Fina, convida-lo a vir contar e mostra em vídeo, suas salutares experiências no setor e o que “aprendeu” com nossos viticultores. Foi seu Silvestre, quem ensinou-nos que por estarmos debaixo do “Trópico de Capricórnio”, a incidência da luz solar é benéfica aos nossos parreirais e ele, muito insistiu para se colher uvas, dentro do “brix” correto e recomendado. A esse aspecto, lembro fala de “João Kokubo” quando era um dedicado viticultor: “tem gente de colhe uvas tão verde, que dá para colocar no estilingue e matar rolinhas”, a este aspecto, já avançamos bastante no aspecto qualidade, mas ainda há produtores colhendo uvas fora dos padrões recomendados, o que é algo lamentável. Urge por parte da secretária da agricultura do município, fiscalização mais rigorosa, pois a uva de Marialva, tem de ganhar no cenário nacional e do Mercosil, status de qualidade incomparável.
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