Não tem preço

Aproveitando o mote de um leitor e lembrando Millôr Fernandes, um lembrete aos lançadores do “mensalinho”: todo homem tem seu preço, mas ainda não chegaram no meu. Em tempo, considerando que recordar é viver: certa vez o grande Mário
Covas disse num Canal Livre da Band: “Engraçado, sempre ouço dizer que fulano recebeu propina, que cicrano se vendeu por 30 dinheiros, etc e tal. E aí me pergunto: Por que nunca me ofereceram nada, nunca ninguém quis me comprar?. Das duas uma: ou me têm como muito honesto ou acham que não tenho importância nenhuma e por isso, nada valho”. (do blog do Messias)
Meu comentário: Entendo a situação de muitos, que premidos pelo desemprego, ou com o olho gordo nos salários muito acima da iniciativa privada, se sujeitam a todo tipo de situação, muitas vezes contra os seus princípios. Sei de casos de pessoas que detestam o chefão, mas se sujeitam ao esquema, por necessidade e comodismo. Talvez paguem um preço alto quando o império ruir. Neste caso me sinto um dos caras mais ricos da cidade, por não depender e não precisar aceitar qualquer benesse que venha ‘desse povo’. Independência não tem preço. Nem por R$ 10.600,00 mensais violaria os meus valores.
PS: Este texto não é patrocinado por nenhum cartão de crédito.
Akino Maringá, colaborador