Reflexões de uma Sexta-feira Santa II
Um comentário em postagem sobre FGs na Câmara de Maringá, tocou-me profundamente. Eis o comentário: “Akino, realmente você não liga par as pessoas, pensa bem quantos funcionários você vai prejudicar, acredito que todos têm família. Ulisses, não caia nessa! (sic)”.
Agora digo eu: Claro que penso nas pessoas. Penso nas zeladoras do meu prédio que trabalham 44 horas semanais e recebem R$ 850,00. É justo uma zeladora da Câmara receber R$ 5.599,72 em feveiro? Qual o salário médio, na iniciativa privada, que faça o equivalente a um assessor administrativo. No máximo, no máximo R$ 2.000,00, e para trabalhar pelo menos 40 horas semanais. Pois um assessor da Câmara, que tem jornada de 30 horas,recebeu R$ 11.282,07 brutos, em fevereiro. Boa parte dos trabalhadores recebe salários na faixa de R$ 1.000,00 a 1.500,00, mensais, e justo de 15 a 20 servidores receberem só de FG R$ 1.371,61, só como complemento salarial, já que seus cargos não justificam FGs? Penso sim nas pessoas, e seria omissão se não divulgasse essa informações. Não tenho poder de prejudicar funcionários, não vou entrar com ação judicial (até caberia). Não sei de Ulisses vai acabar com isso e se o MP vai tomar providências. Espero que compreendam. Não conheço nenhum servidor da Câmara. Não tenho menor intenção de prejudicar ninguém. Só estou exercendo o meu papel de cidadão e de alguém que quer ser cristão. Se estivermos errados, que Deus nos perdoe.
Akino Maringá, colaborador
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