Ditou cátedra

O secretário Milton Ravagnani escreveu, em seu blog, um artigo que é uma obra prima, da qual reproduzimos alguns trechos: “A Fonte de Pieria, segundo a mitologia grega, era a “morada das musas das artes e das ciências”. Aos que bebiam dessa fonte, fruía a sabedoria e o conhecimento. Uau! Nesse vale de lágrimas despovoado de mitologias, o conhecimento não se adquire de fontes imaginárias ou olímpicas, mas do árduo ralar de horas de leitura e exercícios de aprendizagem. Claro que o facilitador de uma boa didática ajuda muito a compreender aquilo que só o que está escrito não explica. E a tal da experiência, gasolina do processo, catalisa a compreensão. (…) O problema ocorre quando a arrogância nos impede de aprender. Explico: ao se ter a ideia sobre ao que um tema se refere, o aprendiz já se diz conhecedor do seu contexto. É aquela história de ouvir uma frase e já tentar adivinhar o enredo do livro. Muita gente age assim. Não só quando insiste em nos contar o que imagina ser o final do filme – sem, claro, ser convidado a dar seu palpite – quando se mete a dar pitaco naquilo sobre o qual não domina. Num ambiente de plena liberdade de expressão, facilitada pela multiplicação das plataformas de comunicação, os palpiteiros se confundem e levam sua confusão para quem os ouve, aumentando e potencializando as distorções de entendimento”.
Meu comentário (Akino): Repito, o artigo é uma obra prima da literatura ou do jornalismo, que vale a pena ler na íntegra. Nada tem a ver com o que escrevemos, com nossas opiniões ou palpites (minhas, do Rigon e dos leitores do blog). Percebe-se que o Milton não quis dar indiretas, se referindo às discussões sobre o caso Pupin. Apenas nos brindou com um fonte de sabedoria e conhecimentos que nos enche de orgulho, por termos entre nós tão brilhante cabeça. Inteligente, sagaz, assim se revela um dos homens de confiança de Ricardo Barros. Ditou cátedra, tanto que fico tentado a sugerir a Enio Verri que o mantenha na sua equipe de governo, caso ele esteja errado quanto ao julgamento no TSE, pois um talento assim não pode ser desperdiçado, independentemente de ser da oposição.
Akino Maringá, colaborador