Só um trabalho voluntário

Destaco, dentre os inúmeros comentários em postagem sobre o caso Pupin, este, de leitor que se identifica como Antonio Carlos. Escreveu ele:  “Que cara chato, esse…  Tomara que o Enio Verri vença… daí quero ver que cargo você vai ganhar, ou seja, vai cair no seu colo… porque de graça você não estaria se dando a tanto trabalho… ”
Meu comentário (Akino): Se insistir para este assunto não caia no esquecimento é ser chato, sou chato. Quanto a ganhar cargo, ou que que caia no meu colo, fique tranquilo, não tenho nenhuma pretensão. Por incrível que possa parecer para muitos, trabalho realmente sem ganhar nada em dinheiro, mas não trabalho de graça. Trabalho retribuindo o muito que a vida tem me dado. Sou um cidadão privilegiado financeiramente (classe média independente), e pela minha formação aprendi que precisa fazer um trabalho voluntário. Alguns trabalham para igrejas, entidades assistenciais, como voluntário em diversas atividades (festas, promoções). Eu decidi trabalhar voluntariamente no combate à corrupção no setor público, na fiscalização da correta aplicação de recursos e, sobretudo, como missão, ajudar Maringá a se livrar da influência nefasta do grupo político que domina a cidade nos últimos anos. Só um trabalho voluntário, e como todo trabalho há quem ache chato. Entendeu?
Akino Maringá, colaborador