Em outro trecho do artigo, Milton Ravagnani escreveu: “Gilbertinho pode não ter entendido o sotaque que esta voz rouca grita. Mas a mensagem está está muito clara. É a insatisfação contra a maneira como os governos têm se comportado. As revoltas sem causa são as mais importantes. Porque a causa que procuram é exatamente a realidade. E a realidade das cidades é de descompasso com o que as pessoas querem. Explode contra o transporte público que não resolve, por um sistema feito para não dar certo. Onde o transporte privado prevalece sobre o coletivo e as ruas se entopem de veículos que vão se tornando assassinos na disputa pelo espaço. Explode na incompreensão das decisões norteadas por interesses eleitorais. Explode na falta de sintonia entre o que é de interesse das pessoas e o que é decidido em nome elas. Explode no descompasso entre uma economia que disputa para estar entre as cinco maiores do Planeta e um serviço oferecido ao público que está entre os cinco piores. É isso que Gilbertinho não entende”.
Meu comentário (Akino): Já que fala em Gilbertinho, se referindo a Gilberto Carvalho, o que diria, meu caro Milton, do Silvinho, ou do Ricardão, os irmãos Barros, em relação ao povo de Maringá? O que será que eles estão pensando quando o povo diz? ‘Maringá fede Barros’? O que será que pensam quando leem que são comparados (mais o chefe) aos coronéis nordestinos, em matéria de atraso e mal praticados à política? Não pensam que poderiam ter um gesto de grandeza e abandonarem a cena política, para se dedicarem inteiramente à iniciativa privada, usufruindo do patrimônio acumulado nesses mais de 20 anos de vida pública? Não está na hora? Sabemos de sua ligação com eles, aconselhe-os. Prestariam um grande serviço se livrassem Maringá da presença na política.
PS: Talvez, seja eu.
Akino Maringá, colaborador