Ícone do site Angelo Rigon

Seria indício do acordo?

Como não houve desmentido das partes, as suspeitas de que teria havido um acordo entre o PT e Ricardo Barros, garantindo-lhe a continuidade no comando da Prefeitura, só aumentam. Uma nota publicada em O Diário, edição do último dia 02 pode ser mais um indício. Diz a nota, em resumo:  “Como o julgamento não foi realizado até junho, se acontecer (..). Um integrante de alto coturno da equipe de Pupin disse que “podem esquecer, não haverá julgamento algum”.
Prestemos atenção nos detalhes da nota: ‘Se acontecer’. Diz o colunista que se o julgamento acontecer, portanto acredita que pode não acontecer. E acredita porque teria tido a informação, em suas palavras, de um integrante de alto coturno que ‘podem esquecer, não haverá julgamento algum. Talvez tentem fazer com que o processo fique parado no Gabinete Marco Aurélio. Só estão esquecendo que o julgamento já foi iniciado, apenas foi interrompido pelo pedido de vista de Dias Tófolli, que estranhamente ficou dois meses com os autos e o devolveu às vésperas do recesso, dizendo-se impedido, por razões de foro íntimo (quer dizer que só ele sabe). Acredito que se tentarem esta manobra de não continuar o julgamento podemos denunciar este acordo para o TSE, primeiro, e depois para CNJ, e até os advogados para a OAB, pois estariam faltando com a ética profissional.
Para o eleitor que ainda não se inteirou do assunto, há comentários de que houve um acordo pelo qual o PT teria desistido de lutar pelo sucesso do processo no TSE, através do qual Enio Verri tem boas chances de ser o prefeito, com a provável cassação do diploma de Pupin, que reconhecidamente está no seu terceiro mandado, o que é proibido pela legislação eleitoral.
Akino Maringá, colaborador

Sair da versão mobile