Mello faz um balanço da operação Mão Santa

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Em resposta à reclamação de leitora, postada nesta tarde, o chefe da Guarda Municipal de Maringá, Rogério Mello, explica que a GM só realizou a operação, denominada Mão Santa, “depois de uma centena de reclamações de munícipes de bem e que são também usuários da catedral e que vão assistir as missas em diversos horários. O pároco, padre Virgílio, relatou que a situação estava insustentável, que os fieis não aguentavam mais, o telefone 156 da prefeitura passou a gerar cerca de 5 ou 6 reclamações diárias; já os moradores do entorno da praça chegaram a fazer um abaixo assinado, e tudo por conta dos finais de semana. Principalmente aos domingos, aquele espaço foi transformado por maus elementos e marginais em um local de depredação ao patrimônio público, perturbação do sossego e da paz alheia, uso de entorpecente e bebidas alcoólicas, e cenas de sexo no interior de veículos;  isto chegou a ser registrado e veiculado nas redes sociais”. Mello explica que a operação foi uma ação conjunta do Setrans, Guarda Municipal, agentes de trânsito com o apoio da Polícia Militar e Polícia Civil, visando coibir todos estes crimes e outros. “Neste domingo a operação começou as 14 horas e terminou as às 2hs da madrugada. O resultado foi positivo, foram feitas diversas autuações de infração ao código trânsito e quatro flagrantes, sendo dois de desacato e dois por tráfico de entorpecentes.
As motocicletas da Guarda realmente se deslocaram por todos os lados da praça da Catedral, maior agilidade, mas sempre em resposta rápida as situações que estavam ocorrendo. Um exemplo foi a prisão de um traficante, que ao ser abordado pela agente feminina da Guarda ameaçou e deu-lhe um golpe; foi preciso o uso moderado da força, um grupo de arruaceiros e usuários de drogas que estavam junto com ele, passaram a jogar pedras e paus contra a nossa equipe, e foram imediatamente repelidos pela ação enérgica. Motoqueiros que insistiam em andar na contramão, subir pelo passeio e no gramado, estes sim estavam colocando em risco a vida de transeuntes, das crianças, acabaram por ser abordados e devidamente multados. Tudo foi acompanhado e filmado por uma equipe de reportagem da cidade, é fácil verificar a verdade assistir a reportagem feita no dia no local e depois emitir uma opinião.
Quero acreditar que o objetivo foi alcançado, pudemos observar, temos fotografias das famílias que lá estavam, com seus filhos, agradecendo porque podiam usufruir daquele local sem que fossem importunados por marginais desavergonhados. O padre Virgilio nos agradeceu pelo trabalho, me relatou que naquele domingo  foi a primeira vez que conseguiu realizar a missa, receber os fieis com tranquilidade sem ter que escutar ¨funk e outras barbaridades¨.
Quanto ao narguile, quero avisar, ainda que não haja lei específica da proíbição do uso destes artefatos em via pública. A Guarda Municipal e a Polícia Militar estaremos atentos, pois nas abordagens a grupos de pessoas, que antes serão filmados, no qual estiverem menores de idade fazendo o uso de narguile ou ingerindo bebidas alcoólicas, os maiores de idade é que serão responsabilizados, serão detidos e encaminhados à delegacia pelo crime de corrupção de menores, e o menor será encaminhado ao conselho tutelar.
O relato desta pessoa, que ao lhe enviar os fatos desta sua postagem, deixa muito a desejar com relação aos fatos reais e a satisfação de famílias que lã estavam, caso você queira posso lhe enviar cópias de todos os elogios que recebemos aqui na sede da Guarda Municipal. No ponto base montado naquele espaço com a van do Setrans e as viaturas da Guarda, lá estive das 14 horas até as 22 horas, só recebi elogios pelo bom trabalho, não houve nenhuma reclamação, fiscalizei todos os atos dos guardas municipais durante este tempo e nada de anormal foi constatado.
Vamos realizar em todos os finais de semana a mesma operação ¨Mão Santa¨, o intuito é garantir a paz e a tranquilidade a todos. No momento só aguardamos a regulamentação da lei que multa quem joga lixo na rua, iremos agir também nesta seara, pois aquele espaço é público, um cartão postal da nossa cidade, e os maus educados deixam toneladas de lixo jogado ao ar livre, garrafas de bebida, sacos plásticos, copinhos plásticos, papeis, papelão entre outros objetos. Os vândalos são tão audaciosos que até uma lixeira arrancaram e a deixaram jogada. Não permitiremos ataques e que joguem bebida no rosto dos agentes da Guarda Municipal ou qualquer outro representante da lei, a tolerância é zero, a família tem que ser presevada, as crianças, idosos e os cultos também…”

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Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.