Meu título de eleitor, minha consciência
Me assombra a chegada da época das reuniões para “explanação de propostas, regadas à linguiça de oferta e água que passarinho não bebe”. Eu levo tanto tapinhas nas costas, abraços calorosos e sorrisos dilacerantes que me sinto o próprio papai noel (haja saco) em pessoa. Me oferecem cadeira de rodas (baita promoção, já que ainda estou de muletas de antebraços) vaga em asilo, “cunsurta nas crínica”, dentadura, óculos, cesta básica (daquelas com sardinha boca-torta) entre outras ofertas de marqueteiro de candidato pega-patão…
Quanto vale minha cidadania?? Sensato da minha parte é, antes de escolher meus candidatos, procurar saber que os apoia e por que. Astúcia minha será tentar descobrir qual a equação de um candidato que, no final do mandato de 4 anos terá recebido 2x, estará, nesta campanha, gastando 10x…como se fecham estas contas???
Pensando bem… a diferença de valores é cobrada de nós, povo, via SUS, manejado de forma corrupta, via nossos orifícios rugosos em região ínfero-lombar através do vexame da atual Côrte de Catarina da Rússia e suas bêbadas cortesãs, disfarçadas, na maioria dos deputados federais (que já me representaram um dia… it´s a long time).
Vou votar sim, nem por ser obrigatório, mas para que eu possa ter a descente atitude de buscar dias melhores para o meu cantinho do Noroeste do Paraná. E quando eu for mais um nome nos jazigos do cemitério, meus amigos poderão dizer que morri acreditando numa Pátria Livre!!
Velhinho Gagá
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