Quem tentou sacanear o PCCR?

Na última terça-feira, a comissão de funcionários públicos municipais de Maringá que encarregou-se da revisão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração entregou o projeto para receber a assinatura do prefeito Carlos Roberto Pupin (PP), encaminhado de forma urgente à câmara municipal. Uma pessoa (ou mais) aproveitou a correria da turma para incluir no artigo 12 uma gratificação de 80% para os procuradores, que no ano passado já tinham conseguido 100% de reajuste. Felizmente a malandragem foi descoberta a tempo, mas ficou a dúvida: quem quis enganar os servidores? A comissão, certamente, não foi, pois desde o começo havia um compromisso de todos de que ninguém agiria em causa própria. O trabalho de revisão, aguardado há 15 anos, foi feito de forma exemplar, mas a pisada no tomate da gratificação quase manchou essa dedicação e é caso para Sherlock Holmes. Há dúvidas sobre quem fez. Uma das hipóteses é de que haveria um conluio entre dois secretários e o prefeito, para sanar uma pendência com os procuradores relacionada à produtividade. Os procuradores da Prefeitura de Maringá, que não estão entre os mais bem pagos do estado, também arcam com a pecha de participação numa tentativa de rasteira jamais vista no funcionalismo público municipal.