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Meu primeiro Natal sem dom Jaime

De Cezar Lima:
Desde os meus tempos de mocinho, aprendi a gostar de dom Jaime Luiz Coelho, e nunca fui católico! Ele foi o 1º bispo e depois, também, o 1º arcebispo de Maringá. Era religioso severo e amoroso. Gostava de fazer amizades e várias e várias vezes esteve em casa de meus pais, Helena e Ary de Lima e tornou-se grande smigo de todos os meus familiares. Paulo Rubens, meu irmão, foi seu aluno na Faculdade de Ciências Econômicas de Maringá, que ele fundou, da mesma maneira que fundou a “Folha do Norte do Paraná”e é até impossível enumerar tantas e tantas obras que dom Jaime construiu, mas uma das mais importantes foi a Catedral de Nossa Senhora da Glória de imponente e arrojada arquitetura e que hoje abriga, em seu sub-solo, seus restos mortais. Muitas e muitas vezes, entrevistei-o e muitas e muitas vezes estive em sua casa paroquial e ele, sempre meigo e atencioso para comigo e eu, encantava-me com a sua simplicidade e inteligência, rara, brilhante! Em todos os aniversários que fazia, sempre me mandava o convite e quando publiquei o “Poema a Maringá” de autoria de meu pai, prof. Ary de Lima, foi ele o prefaciador da obra! Ele esteve no velório de meu pai, minha mãe, de meu irmão João Gualberto, de minha sobrinha Fabiana e de meu amado cunhado, pastor Ayrton Justus. E fora estes momentos tristes, nos alegres, sempre que possível, ele aparecia para um cafezinho e um “bolinho de chuva”, que mamãe fazia no capricho. Os meus mais queridos e amados, todos se foram e na “Mansão Eterna” devem ter feito bonita e esplendente festa, quando dom Jaime chegou dia 5 de agosto deste 2013 e eu aqui, agora lembrando do meu grande amigo, entristeço-me, pois este será o meu primeiro Natal sem dom Jaime, pessoa humilde e que me deixou belo exemplo de vida!

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