Fazer o que se gosta ajuda a viver mais e melhor
Os anos trazem algumas limitações físicas, mas isso não impede que as pessoas deixem de ter qualidade de vida. Uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios físicos podem contribuir nesse sentido. Aos 83 anos, o ex-representante comercial aposentado Mamedio Rainha é participante do programa de Medicina Preventiva (MEP) da Unimed. Ele pratica exercícios, já fez um curso de artesanato em argila oferecido pela cooperativa médica e diz que quer manter a cabeça “ligada”. “Comecei a participar para preencher o tempo e para ajudar minha esposa, que tinha Alzheimer. Depois, não consegui mais ficar parado. O sedentarismo é a pior coisa para a terceira idade”, afirma.
Alminda Camacho Polpeta, 73 anos, é outro exemplo. Cozinheira, ela faz parte dos grupos do MEP há dois anos, onde se dedica ao macramê – uma técnica de tecer fios, originando peças para enxoval de bebês. Ela conta que sofria com dores na coluna e nas pernas mas não melhorava e chegou a ter dificuldades para andar. Para complicar, foi acometida de um areurisma. Na MEP, realiza uma série de atividades e voltou a ter objetivos pessoais. E completa: “Se a gente para, se sente inútil, dá trabalho para os outros e começam a aparecer doenças”.
Ter um hobby, desenvolver atividades que deem prazer, aquela sensação de relaxamento, é muito importante para pessoas de todas as idades, em especial as mais idosas, segundo a psicóloga Débora Scremin de Souza, da Unimed. “É uma válvula de escape para as tensões e preocupações, uma forma de diminuir a ansiedade e de trabalhar o estresse.” Para Ronan de Oliveira, educador físico da MEP, além de ser uma maneira de cultivar amizades, estabelecer relacionamentos e praticar atividades que trazem satisfação, geram uma reação física positiva no organismo, prevenindo a depressão e outras doenças mentais e até físicas, especialmente as psicossomáticas, em que as emoções acabam afetando o organismo.
“A socialização tem peso muito grande para o bem estar e a prática de exercícios físicos estimula a liberação do hormônio que provoca essa sensação e diminui os relacionados ao estresse.” O grupo de Medicina Preventiva, iniciado há mais de 10 anos, vem obtendo resultados considerados satisfatórios. Dá foco a atividades físicas, gerenciamento de estresse, reeducação alimentar e socialização, mantendo também um grupo de orientação para controle do diabetes. “Em 85% a 95% dos casos há manutenção ou evolução das capacidades físicas dos participantes, o que se reflete na saúde e na qualidade de vida”, acrescenta Oliveira.
A supervisora de Medicina Preventiva, Izabel Jordão, informa que mais de 800 idosos já passaram pelos grupos de atividades este ano e, atualmente, 550 se mantêm ativos. A equipe multidisciplinar conta com médica, enfermeiras, educadores físicos, nutricionistas e psicólogos, somando 28 profissionais. (Flamma)
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