Da professora Sandra Ferrari:
Fácil também foi arrancar um enorme pé de seringueira da praça Napoleão Moreira da Silva, bem na esquina da Av. Brasil com a Basilio Saltchuk para colocarem uma ATI que ninguém usa. O mesmo ocorreu com um Ficus raro que havia ali. Antigo, dava uns frutos que embora não comestíveis, exalava um perfume delicioso. Quantas vezes não tive vontade que pegar um galho para plantar. Nunca tive coragem de arrancar um galho sequer. Era raro e ninguém se preocupou com sua raridade, com seu perfume e com o fato de ser único. O que falar então das mangueiras retiradas para revitalizarem a praça em homenagem ao Japão. Será que falaram para os japoneses que cortaram tres antigas, frondosas e generosas mangueiras em sua homenagem? Duvido que no Japão permitam esse tipo de coisa.
Aqui em Maringá não existe patrimônio cultural, natural ou histórico. O único patrimônio que os políticos defendem é o patrimônio financeiro e nada mais.
Onde estava a visão de futuro quando venderam metade da Av. Tamandaré e permitiram a grande concentração de prédios no novo centro? Não sabiam que haveria tráfego intenso, poluição sonora, visual e do ar devido a essa concentração?
Por que descartaram o projeto feito por Oscar Niemeyer? Um projeto que ao contrário do que ocorreu, previa poucas edificações e amplo espaço aberto e arborizado.
Com o sistema binário, restringiram as vias de acesso, gastamos mais tempo, mais dinheiro, e mais combustível para chegarmos ao nosso destino e, consequentemente, poluímos mais.
É uma grande pena, mas é flagrante a ausência de visão de futuro nos políticos de Maringá.
Não há estudo, não há projetos antes de se decidir por mudanças na cidade. Para os políticos, maquete é projeto.
Sinto uma enorme tristeza ao ver mudanças tão radicais sendo realizadas, sem o menor repeito para com o patrimônio natural de nossa cidade, sem a menor consideração com o futuro de nossa cidade e sua gente.