Amadorismo: a situação da retirada do estacionamento na Brasil
De Gilmar A. Asalin:
Quanta simplicidade! Lembro-me muito bem, da última reunião do atual prefeito ainda Vice-prefeito, com os comerciantes da aenida Brasil, em relação à retirada do estacionamento do canteiro central “espinha de peixe”, em 2012: “se os comerciantes não querem, não vamos mexer no estacionamento da espinha de peixe, está acertado”. Quando assumiu como prefeito, a coisa mudou.
Será que pensaram no binário sem retirar o estacionamento central? Basta pensar que se poderia estacionar e sair de frente, já que a avenida passaria a ter um único sentido. Precisamos pensar na mobilidade atrelada à possibilidade de estacionar.
A política colocada pelo Pupin é a mesma do Barros, anoitece uma coisa e amanhece outra, sem discussão, depois de feito quero ver o que vai acontecer, basta pensar na antiga rodoviária que, antes da decisão final da justiça, foi destruída de forma arbitrária em prol da “modernidade”.
Quanto ao binário, tem a rua Joubert de Carvalho que perderá também o estacionamento. Segundo o secretário de Planejamento, Laércio Barbão, haverá, nos próximos anos, a construção de estacionamentos. Eu me pergunto: estão esperando o quê? O comércio sucumbir? Sejamos prudentes, vamos por etapas então. Primeiro constrói os estacionamentos depois, faz a mudança do tal binário.
E o secretário ainda coloca que vai regularizar os estacionamentos das farmácias, embarque e desembarque, mesmo com a retirada dos estacionamentos. Ele não tem ideia desta descontinuidade. Como será?
Não vamos nos esquecer, do projeto de revitalização da rua Santos Dumont, que também eliminará estacionamento, aí sim, teremos um centro para passear com o carro, com muita mobilidade mas, sem local para parar; estacionar será impossível…
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(*) Gilmar A. Asalin é professor do Departamento de Geografia – Unespar/Fafipa – Paranavaí
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