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Pai e filha candidatos recebem R$ 200 mil do PP


A presidente do PP Jovem do Paraná, Maria Victoria Borghetti Barros, começou a campanha para deputada estadual recebendo uma doação de R$ 100 mil da direção nacional do Partido Progressista. O dinheiro, via fundo partidário, foi depositado em sua conta no último dia 24, segundo a prestação de contas feita à Justiça Eleitoral. O pai dela, Ricardo Barros, candidato a deputado federal, é tesoureiro geral da executiva nacional do PP e também declarou ter recebido R$ 100 mil do partido para começar sua campanha. Na prestação de contas há informação de que foram gastos em sua campanha, até agora, R$ 9.237,38, dinheiro que beneficiou Daniel Romaniuk Pinheiro Lima, ex-CC da Prefeitura de Maringá, e Ramon Antonucci, ex-assessor parlamentar de sua mãe, a deputada federal Cida Borghetti (Pros, na foto com ela em Nova Iorque). Não foi declarada nenhuma despesa relacionada à feijoada que a candidata oferece a eleitores convidados semanalmente no escritório político de seus pais, na avenida Prudente de Morais. A legislação eleitoral considera captação ilegal de sufrágio o candidato doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, sob pena de multa de R$ 1.064,10 a R$ 53.205,00 e cassação do registro ou do diploma.
Os outros dois candidatos a deputado estadual pelo PP não receberam verba do diretório nacional. O vereador Negrão Sorriso declarou ter recebido R$ 3,7 mil em doações, sendo R$ 1 mil de seu próprio bolso e outros R$ 2,7 mil de uma gráfica de Maringá. Como despesa, declarou R$ 3.428,88, sendo R$ 728,88 com combustíveis e lubrificantes e R$ 2,7 mil com material gráfico. Já o empresário Marco Andreotti, o outro candidato a deputado estadual pelo PP, declarou receita e despesa no valor de R$ 3 mil, correspondente a serviços prestados por Daniel Romaniuk Pinheiro Lima, ex-CC da Prefeitura de Maringá.

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