Os alvos do pedido são o presidente da legenda, deputado federal Osmar Serraglio; o secretário-geral, ex-governador Orlando Pessuti; e o deputado estadual Reinhold Stephanes Júnior (terceiro vice-presidente), que, após sua tese de coligação com Beto Richa ser derrotada na convenção do partido, têm feito campanha aberta contra Requião e a favor da reeleição do governador. O primeiro vice-presidente do partido, deputado Nereu Moura, disse que o esforço é para que o impasse seja solucionado democraticamente. “O Requião não quer briga com ninguém. Ele só quer que o partido faça a campanha ao governo. Nós estamos trabalhando para uma solução amigável. A licença seria uma saída”, disse Moura, citando que nem mesmo o site do PMDB na internet faz referência à candidatura ao governo do partido.
Stephanes Junior avisou que não pretende ceder às pressões. “Comigo não tem acordo. O Requião pode propor o que ele quiser. Não me afasto”, afirmou. Já Pessuti não vê legitimidade na convocação do diretório para aprovar a intervenção na executiva. De acordo com o ex-governador, somente a direção nacional do partido teria a prerrogativa de propor a dissolução da executiva estadual.