Missionário ou visionário?

Esta frase de Ricardo Barros: ‘Estou desde bem cedo cumprindo minha missão de sempre, aquilo que mais gosto, trabalhando em favor todos’, chamou-me a atenção pela palavra ‘missão’ e a expressão ‘trabalhando em favor de todos’. Então ele seria um missionário? No dicionário informal encontrei: 1. eclesiástico que ensina e prega a religião; 2. pessoa que prega o Evangelho nas missões; 3. pessoa incumbida de uma tarefa ou encargo; 4. aquele que missiona ou evangeliza; 5. padre encarregado de missionar ou espalhar a fé; 6. aquele que propaga uma ideia qualquer; 7. propagandista- Do latim missione-, “missão” + “ário”.

Já para a palavra missão: (latim missio, -onis, envio) s. f. 1. Ato de enviar ou de ser enviado. 2. Encargo, incumbência, desempenho de um dever. 3. Negociação diplomática. 4. Relig. catól. Sermão ou série de sermões destinados a avivar a fé. 5. Local onde se estabelecem missionários. 6. Os missionários. 7. A pregação dos missionários. 8. Estabelecimento de missionários. 9. Compromisso, dever imposto ou contraído, obrigação. 10. Certo número de pessoas enviadas em missão. 11. fig Razão de ser, fim.
Visionário: é aquele que possui a rara habilidade de aliar a visão à competência. Ele não enxerga apenas o presente: enxerga também o futuro. É capaz de prever tendências e de antecipar mudanças, em vez de ser simplesmente atropelado por elas. Um profissional assim é extremamente valioso para qualquer negócio. Tanto que as empresas à frente de seu tempo já têm até um nome para ele: CVO – chief visionary officer.
Estou em dúvida. Seria Ricardo um missionário mesmo, ou um visionário, empreendedor, que viu na política uma oportunidade de ganhar muito dinheiro? De que forma trabalha em favor de todos nós? Com que capital trabalha? Quanto ganha por isso? Se trabalha em favor de todos, não prejudica ninguém? Qual o patrimônio acumulado nos 25 anos de empreendedorismo político?
PS: Antes que alguém diga, não tenho inveja dele. Reconheço minhas limitações, não conseguiria trabalhar tanto e não quero. Não trocaria meu modo de vida, meu patrimônio, minha personalidade, nada, nada mesmo, pelo que ele tem. Sinceramente, às vezes tenho pena, temo pelo seu futuro, do outro lado da vida. Oro para que mude. Acredito que ainda dá tempo.
Akino Maringá, colaborador