Youssef abre quinta o arquivo dos paranaenses

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De Cícero Cattani: “Prepare seu coração pras coisa que eu vou contar…” Roberto Youssef abre a porteira e provoca o estouro da boiada, ao contar o que sabe sobre os paranaenses no segundo depoimento ao juiz Sergio Moro, nesta quinta. Na trilha de “Disparada”, composição de Geraldo Vandré que conta o despertar da consciência de um vaqueiro do sertão, Youssef deve se libertar, como o boiadeiro da canção, e contar o que se passou nos bastidores da política e as negociatas das quais esteve envolvido nas últimas décadas. “E já que um dia montei agora sou cavaleiro. Laço firme e braço forte num reino que não tem rei”.

O personagem central do depoimento será Luiz Abi Antoun, parente distante e o mais poderoso aliado de Beto Richa. Há muito interesse do Ministério Público Federal em saber mais sobre a Conexão Londrina/Ciudad del Este. A lavagem de dinheiro e rota que leva os dólares da organização criminosa chefiada por Abi para contas no Panamá e Beirute.
A entrada em cena de um velho conhecido de Beto Richa, o Armandinho da Sax – dono do tempo do luxo e local disputado por ricos e poderosos do entorno do Iguaçu, parece ser inevitável.
E talvez seja pedida a prisão cautelar de Luiz Abi, depois da descoberta de ter ele dupla cidadania. Desde 2013, Luiz Abi também é cidadão paraguaio, além de manter transações com o banqueiro libanês Said Hariri, com quem aparece em foto com Beto.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.