‘Atitude golpista e oportunista’

Paulo Vidigal

O presidente da comissão eleitoral do Sismmar, Jean Carlos Marques, declarou a um jornal local que não deveria ter proclamado o resultado e que ninguém se atentou para o dispositivo do estatuto que determinaria a anulação. “O desgaste foi tão grande que ninguém se atentou”, disse.
Na opinião de Paulo Vidigal (foto), da chapa 2, porém, ele agiu corretamente ao proclamar o resultado, pois durante toda a apuração o estatuto foi respeitado. 


“Porém, ao julgar o recurso da chapa 1 que pedia a anulação da eleição, a comissão deveria ter considerado que a chapa 1 assinou o termo de proclamação do resultado, reconhecendo a regularidade da eleição e que nada tinha a questionar. Ao dizer que não se atentou ao dispositivo em que fundamentou a anulação o presidente da comissão eleitoral, com todo respeito, demonstra pouco conhecimento do estatuto do sindicato.
A candidata a presidente da chapa 1 declarou que “(…) não houve protesto por parte dos integrantes da chapa no dia da apuração porque ninguém imaginava que havia essa brecha no estatuto” e se defende dizendo que não são golpistas.
Prossegue Vidigal: ‘Brecha” é sinônimo de greta, fenda, pequena abertura. Uma brecha pode ser legitima, ou não. Mas à primeira impressão, o que não pode passar pelas entradas amplas, livres e abertas não precisa passar pelas “brechas”. A “brecha” da chapa 1 não é aceita pelo Estatuto que prevê que a anulação da eleição não pode ser pedida por “quem lhe tenha dado causa nem dela se aproveitará o seu responsável” (artigo 133 do estatuto do sindicato). Oras, tanto na coleta de votos quanto na apuração, houve a participação de representantes das três chapas. Importante dizer que após a apuração e no momento da proclamação do resultado a chapa 1 assinou o termo reconhecendo a regularidade da eleição e declarando que não tinha nada a questionar. Mas depois a chapa 1 encontrou a tão falada ‘brecha’ e conseguiu a anulação da eleição.
Quanto a minha declaração na reportagem, apenas a reproduzo e a reafirmo: “A comissão errou gravemente ao anular o pleito. Foi uma atitude golpista e oportunista da chapa 1, típica de direções sindicais ligadas ao PT e à CUT”.
Depois da anulação visitamos vários setores conversando com os servidores. O oportunismo da chapa 1, ligada ao PT e a CUT, que anulou o primeiro turno em que foi derrotada, está claro para os servidores. Um tiro no pé da chapa cutista. E finalizo dizendo que em qualquer que seja o dia em que a eleição aconteça, os servidores demonstrarão nas urnas que não aceitam oportunismos e “brechas” daqueles que fazem de tudo para se manter no sindicato”.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.