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Falta de gentileza

Renato Pereira conta que estava na semana passada no Laboratório São Camilo da rua Santos Dumont, em Maringá, para fazer uma coleta de sangue. “Um pouco à minha frente estava uma senhora. Quando chegou no local de distribuição das senhas, a atendente perguntou se ela era prioridade. Esta senhora não respondeu prontamente se era ou não prioridade. Ela hesitou por um momento, e depois disse que sim, que era prioridade, com um ligeiro ar de quem conseguiu levar vantagem.
Depois eu peguei a minha senha (a normal) e me sentei. Isso foi logo após as 6h30. Em seguida, chegou uma senhora em uma cadeira de rodas, visivelmente debilitada, e com dois acompanhantes. Obviamente ela era uma prioridade muito maior do que a daquela outra senhora que tinha acabado de pegar a senha prioritária.
A funcionária que estava distribuindo as senhas, se dirigiu a primeira senhora da ‘prioridade’. Eu ouvi perfeitamente o diálogo. Disse a funcionária: ‘Gostaria de pedir uma gentileza…’ A frase ficou só nisso – pois a mulher sequer permitiu que concluísse a solicitação e já disse alguma coisa do tipo: estou com pressa, não vai dar.
Educadamente a funcionária se retirou e solicitou para que a senhora da cadeira de rodas aguardasse mais um pouco. E foi isso que aconteceu. A falsa prioridade foi atendida primeiro,
enquanto a verdadeira prioridade ficou aguardando.
Felizmente, tenho convicção que pessoas assim não minoria na nossa sociedade. Mas mesmo assim, tem um grande capacidade destrutiva de civilidade”.

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