Qual a diferença entre as empreiteiras…

…Engedelp Construções Civis e Incorporações Ltda., Itaocara Construções Civis Ltda., Extracon Mineração e Obras Ltda., Sial Construções Civis Ltda e Construtora Sanches Tripoloni, citadas nesta postagem, e mais outras de tradicionalmente ganham licitações da Prefeitura de Maringá, em comparação com Odebrecht, UTC, Andrade Gutierrerez, OAS e outras envolvidas no escândalo da Petrobras?
A diferença é só o tamanho e a proporção dos valores de propina que pagam. Em Maringá, pessoa do setor informa que para essas obras citadas o percentual estabelecido foi de 3 a 5%, dinheiro vivo, entregues a gente ligada à administração, direta ou indiretamente.
Como evitar a corrupção em Maringá? Difícil, pois não há interesse da Câmara em cumprir o seu papel, nem da dita sociedade organização. O Observatório Social até tenta, mas fica restrito a pequenas licitações e em alguns casos nem pode agir, como na obra do portal do Parque do Ingá, em que permanece em silêncio.
Deixemos de hipocrisia e falemos a verdade, como fez Ademar Schiavone em artigo publicado no último domingo no Jornal do Povo, onde escreveu: ‘O seu dinheiro está sendo roubado descaradamente pelos governantes’. Ele não respondeu ao novo pedido de esclarecimento, se se referia a estados e municípios, incluindo Maringá, mas nem precisa. Estou afirmando: Maringá não é diferente, aqui rouba-se descaradamente e quase ninguém faz nada. Muitos que se indignam com os roubos na esfera federal, são beneficiários do esquema e fazem de conta que isso não acontece aqui.
De minha parte, sonho com o dia que isto deixe de acontecer e desafio os pré-candidatos a prefeito a apresentarem um programa efetivo de combate a corrupção via superfaturamento de obras e de verdadeira transparência. Quem se habilita? Humberto, Ulissses, Ana, Sargento Fahur, Evandro, Homero (quem sabe Dr. Cruz)? Seria bom para todos, inclusive para os empreiteiros, muitas vezes vítimas do sistema.
Akino Maringá, colaborador
*/ ?>
