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A esperteza de Ricardo Barros

Ao dizer que assume o lugar do irmão, na Secretaria de Planejamento do Governo Beto Richa, o capo tenta matar vários coelhos com uma só cajadada. Livra-se do encargo de ser vice-líder do governo Dilma, de onde queria sair, sem maiores traumas. Deixa de ser obrigado, por compromissos com Eduardo Cunha, de votar no Conselho de Ética, no relatório que pedirá a cassação do mandato do parceiro. Fica mais próximo para comandar sua campanha pelo quarto mandato de prefeito de Maringá, via irmão mais velho.

Igualmente terá mais tempo para gerenciar as grandes obras do município, que gerarão recursos para o caixa dois e um pouco mais de enriquecimento. No Estado, implementará a campanha para ser, também, governador do estado, via esposa. Pode trabalhar pela candidatura a prefeito de Curitiba, via a filha, Maria Victória.
Perderá alguma coisa, saindo do governo federal? Perderia a verba do grande negócio do Contorno Sul Metropolitano? Não, vai oferecer parceria para companheiros do PT, do Dnit e do Ministério do Transportes, afinal, num negócio que pode chegar a R$ 1 bilhão, haveria propina para distribuir para muita gente. É assim que funciona e gente boa de Maringá, gritando: Fora PT, fora PT…
Akino Maringá, colaborador

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