Esperteza ou sacanagem?

Barco

A se confirmar a, praticamente, renuncia do mandato de deputado federal, por Ricardo Barros, para assumir a secretaria até então ocupada pelo irmão, e tratar de assuntos de interesses da família, como as candidatura do irmão em Maringá, possivelmente da filha em Curitiba e da esposa a governador, ele deixa claro que só pensa em si e na sua família, quando o assunto é política e cumprimento de mandatos.
No momento em que a situação do país está dramática, um vice-líder do governo, homem forte da comissão de orçamento, defensor da volta da CPMF, simplesmente abandona o barco.

Esperteza, dirão alguns, como Nereu, provavelmente. Se livra do peso de ser governista num governo desgastado, e ter que apoiar medidas impopulares para recuperação da economia. Deixa de ter que votar contra a cassação de Eduardo Cunha, como postei ontem. Mas comete uma sacanagem com o seu eleitor. Quem votou nele, espero, contava com sua atuação em Brasília, especialmente neste momento. Não numa secretaria que na prática só serve de cabide de emprego, sem nenhuma função relevante (alguém se lembra de alguma ação digna de nota do atual secretário? )
Esperteza sim, mais no sentindo de espertalhão que engana os incautos, não quem tem o mínimo de inteligência. Sacanagem aceita só por cúmplices ou capachos, os dependentes de cargos e outras benesses que ele male mal reparte de tudo que aufere. Esperamos que o PT (deputado Enio Verri) abra o olhos da presidenta para que não lhe dê a verba (inexistente) para realização de mais um dos seus negócios, o Contorno Sul Metropolitano. Ou seriam parceiros na propina que certamente sairá? Se tiverem vergonha na cara rompem defintivamente.
Akino Maringá, colaborador