Recuos e divergências

De Lilian Venturini:

Durou poucas horas a intenção do ministro da Saúde, Ricardo Barros, de “repactuar” o acesso universal à saúde. Após a repercussão negativa da proposta, tornada pública na manhã terça-feira (17), Barros reviu sua declaração no começo da tarde.
Em menos de cinco dias do governo interino de Michel Temer, foi a quarta vez que declarações ou decisões são retratadas ou expõem divergências internas entre o alto escalão.

O quadro ministerial tomou posse no dia 12 de maio, horas depois de Dilma Rousseff ser afastada pelo Senado em razão do processo de impeachment. No mesmo dia, Temer fez um discurso inicial em que se comprometeu, entre outros pontos, a não mexer em direitos, reequilibrar as contas públicas e assegurar o combate à corrupção.
Três dos seus 23 ministros deram declarações que, se não foram em sentido contrário, não estavam alinhadas ao que o presidente interino vem sinalizando. Ele próprio também recuou de uma de suas decisões.Leia mais.