Nos últimos dias fiquei sem postar e aproveitei o frio para, quase depressivo, meditar, pensar, fazer reflexões sobre minha vida como contribuinte e eleitor.
Há 20 anos tornei-me contribuinte maringaense. Aqui cheguei em 1996, mais ou menos na mesma época que o Pinga Fogo, e tornei-me um ouvinte assíduo da Rádio Nova Ingá e telespectador do Pinga Fogo na TV, depois. Simpatizante do PSDB, eleitor de Fernando Henrique Cardoso em 94, só não votei em Jairo Gianoto para prefeito de Maringá porque não tive transferido meu domicílio eleitoral.
Acompanhei os quatro anos de sua gestão pelo Pinga Fogo, O Diário e formadores de opinião como Verdelírio Barbosa, Edson Lima e obviamente Frank Silva e o próprio Pinga Fogo. Não conhecia Paulichi, não me lembro de ter ouvido falar dele até as eleições de 2000, quando estava propenso a votar na reeleição do ‘bigodudo’, como dizia do fenômeno de audiência do Rádio e TV. Meu Deus, como era alienado! Como fui enganado! Só depois percebi.
Num dos debates, se não me engano promovido pela Igreja, uma fala do então candidato Sílvio Name Junior desmascarou Gianoto para mim. Sua resposta, seu nervosismo, denotaram que ele sentiu o golpe e fora nocauteado. Depois vieram as ações da Procuradoria da República (quem diria que a PGR de Maringá já fez isso), e sobretudo do Promotor Cruz e tudo ficou escancarado. Um esquema digno do da Petrobrás, que, salvo engano, voltou depois, com mais cuidados. Decidi que não mais seria um contribuinte e eleitor enganado e alienado.
Votei e trabalhei por Zé Cláudio a quem conheci, pessoalmente, depois, numa reunião na Câmara, como os irmãos Dias, que tinham saído do PSDB, descontentes pela pressão para não instalação de uma CPI da corrupção. Sentei ao lado do prefeito, que estava ali sozinho, sem assessor algum, e começamos a conversar. Tive certeza de que seria um grande prefeito, e foi, penso, embora com todas as dificuldades que surgiram, especialmente um lado, até então desconhecido do PT, o fisiologismo.
PS: Continuo em outra postagem.
Akino Maringá, colaborador