Temer: políticas de saúde pobres para os pobres

A ideia de criação de um plano de saúde popular, como quer o ministro interino da Saúde, Ricardo Barros (PP), pode levar levar à privatização da saúde pública, na opinião do pesquisador Gustavo Bonin Gava, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Esse pacote de serviços de saúde ‘populares’ conduz à privatização total do setor, desde o controle dos fundos públicos pelo capital financeiro até a expansão dos seguros privados de saúde como alternativa viável ao sistema público. A mercantilização da saúde será alcançada em todas as esferas que possam ser capturadas pelo setor privado para ampliar sua lucratividade”, escreveu em artigo publicado na Plataforma Política Social.

“O ministro da Saúde omite-se quanto ao fato de que o SUS sofre de crônica insustentabilidade financeira derivada do seu subfinanciamento histórico. Apenas como exemplo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013, os gastos totais em saúde no Brasil foram de 9,7% do PIB, contudo, mais da metade (51,8%) são gastos de ordem privada, ou seja, o SUS é subfinanciado, acarretando graves problemas em sua gestão. A ampliação de mercados privados colaboraria para a ampliação das iniquidades de acesso aos serviços e ações ofertados pelo SUS”, diz o artigo. Leia o artigo completo aqui.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.