Perdas e danos: MP entra com ação coletiva por causa da final do Campeonato Paranaense

Willie Davids

Começou a tramitar na 2ª Vara Cível de Maringá ação coletiva de consumo ajuizada pelo Ministério Público Estadual por perdas e danos, resultado de inquérito civil público aberto há dois anos e que apurou irregularidades na final do Campeonato Paranaense de Futebol, disputada entre Maringá FC e Londrina EC, no Estádio Willie Davids, em 13 de abril de 2014.
Milhares de torcedores foram prejudicados, pois nem todos conseguiram ter acesso ao estádio, e os que tiveram não foram respeitados em seus direitos.

O inquérito concluiu que os promotores do evento – a Federação Paranaense de Futebol, o Maringá Futebol Clube e a BB Corretora Ltda. -, preocupados somente em lucrar, foram responsáveis por vender o dobro de ingressos para as arquibancadas cobertas, gerando desorganização e descaso com a segurança dos torcedores. Segundo se apurou, foram comercializados mais de 8 mil ingressos para as arquibancadas cobertas, onde só poderiam ser ocupados 4 mil lugares.
A BB Corretora Ltda. pertence ao deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP), ministro interino da Saúde, e à sua filha, deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros (PP), candidata a prefeita de Curitiba, atual administradora da empresa, que manteve contrato de parceria para gerir os negócios do clube de futebol maringaense.
A ação foi protocolizada na última sexta-feira e na terça-feira passada o juiz Airton Vargas aceitou o pedido para a audiência de conciliação, a intimação dos réus com antecedência mínima de 20 dias e a publicação de edital no Diário da Justiça comunicando eventuais interessados em intervir no processo como litisconsortes.

 

Denunciados

Para o evento, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Paraná havia autorizado uma lotação máxima de 19.092 pessoas, conforme cláusula do Termo de Ajustamento de Conduta Aditivo nº 13/2014, firmado com o município de Maringá no dia 8 de abril de 2014. Nas cobertas existiam disponíveis 4.417 cadeiras, mas o órgão da Segurança Pública do Estado do Paraná responsável pela emissão do laudo de segurança recomendou que apenas 4 mil cadeiras fossem ocupadas durantes as partidas do Campeonato Paranaense de Futebol realizadas no Estádio Willie Davids. “Contudo, os requeridos não respeitaram essas limitações materiais (número total de cadeiras) e de segurança (número recomendado de ocupação das cadeiras)”, colocando em risco a segurança dos espectadores que conseguiram entrar no estádio – uma boa parte não conseguiu pois os portões foram fechados quando constatou-se a superlotação. A prática fraudulenta, diz o MP, fez os organizadores lucrarem indevidamente cerca de R$ 177.525,00, “às custas dos torcedores”.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

5 pitacos em “Perdas e danos: MP entra com ação coletiva por causa da final do Campeonato Paranaense

  1. QUE ESSE MARINGÁ FC ENTRE EM FALENCIA LOGO! CHEGA DE XEROX NO FUTEBOL MARINGAENSE! GRÊMIO É ÚNICO!

  2. Meu Deus rigon você torce contra Maringá em tudo como pode isso cara ? Oque você tem contra ? Ocorreu tudo certo..para de colocar notícias pra prejudicar imagem clube estamos no caminho certo agora pessoas sérias sem politicagem, isso chama dor de cotovelo dos Barros..

  3. ate hoje ninguem nesta cidade explicou como foi construido o tal CT ate hoje ninhguem sabe como esta a documentaçao la e um fudo de vale nao poderia ser construido nada se eu fosse um candidao a prefeito com certeza tentaria levandar como foi construido alambrado gramado terraplenagem alojamento e em nome nde quem esta aguele imovel

  4. por isso que vc nao vai se eleger!!! a familia barros ‘mais suja que pau de galinheiro, onde eles se metem so si porcaria e dinheiro no bolso deles….

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