‘Declaração sobre médicos não trabalharem é fundamentada’

De Juliana Braga, no blog de Lauro Jardim, no site de O Globo:

Por meio da AGU, Ricardo Barros respondeu ao Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, que havia questionado o ministro no STF sobre a declaração polêmica de existirem médicos que fingem que trabalham.
Barros até argumenta ter sido tirado do contexto, mas sustenta a afirmação:

– Importante frisar que as alegações do ministro quanto ao não cumprimento de horários por alguns profissionais não foram ditas sem embasamento, mas sim fundamentadas em notícias e investigações deflagradas por órgãos competentes.
Em breve pesquisa, relata a manifestação da AGU, foram identificados, em ações, artigos na imprensa e relatórios de tribunais de contas, ao menos 232 médicos acusados de não cumprirem a carga de trabalho.
A AGU defende ainda não haver possibilidade de condenar o ministro por difamação porque não há como individualizar os ofendidos. E pede ao STF o arquivamento do processo.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

5 pitacos em “‘Declaração sobre médicos não trabalharem é fundamentada’

  1. É uma tolice generalizar qualquer classe e mais tolice ainda uma figura pública não ter domínio de suas palavras e consequências. Tomara que ele tenha sorte e quando precisar de um médico, seja um dos que mesmo sentindo-se ofendido, ao contrário dele tenha ética. Temos que limpar da politica esta gente que vive o ditado ” faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, começando por Maringá.

  2. Contribuinte diz:

    Uma coisa não justifica a outra. A figura pública tem que ter domínio realmente sobre suas palavras. Mas nada dá direito à “doutorzada” pra se achar acima do bem e do mal. Eles não são (ou não deveriam ser) nenhuma casta privilegiada onde não se aplicam os mesmos deveres dos pobres mortais.

  3. Schartzundweiss diz:

    Não sei a causa de tanta polêmica em torno das palavras do Sr. Ministro da Saúde. Ele falou inverdades? Ele foi o primeiro, o primeiro a tocar nesse assunto? Nessa ferida?
    Quantas e quantas vezes esta falta foi denunciada, difundida pelas televisôes, pelos jornais, pelas incontáveis reclamações…
    Médicos chegando à Unidade de Saúde, batendo o ponto e saindo em seus carros; repórteres correndo atrás deles para questionar as suas indignas atitudes. Digitais impressas em silicone para serem apresentadas por outra pessoa, sendo tudo filmado; atendentes, seguranças, funcionários aturdidos, respondendo aos doentes e a seus familiares que o médico não compareceu … E isso foi, muitas vezes, inúmeras vezes, mostrado a todo o Brasil, principalmente pela televisão. Tudo isso foi divulgado, comentado, falado até à exaustão, há tanto tempo! Foi causa de tanta grita!
    Claro que não é a totalidade dos Médicos que de tal maneira procedem.
    E um Ministro vem e tem a hombriade, coragem de falar, de apontar, de por o dedo na ferida.

    E agora vem dizendo que o Senhor Ministro da Saúde falou tolice? Que não dominou suas palavras? Que não é verdade?
    Que bom se não fosse verdade!

    Não entendo. Simplesmente, não entendo.

  4. Schwartzundweiss diz:

    Desculpem o erro de digitação. Quis escrever: “hombridade”

    Muito Obrigada, Contribuinte, 17h18.
    Muito Obrigada, Senhor Rigon.

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