Tolerância
Temos audição para registrar o que ouvimos, mas devemos saber ouvir, exercitando a condição de guardarmos somente o bem e, se possível, com amor. Não registremos o negativo, para que não venhamos a sofrer as consequências do que escutamos.
Ampliemos a nossa tolerância para com os outros, sobretudo para com aqueles que ignoram a vida, que ainda não aprenderam a servir.
Sejamos indulgentes, que a indulgência irá à nossa procura, ambientando nossos corações para o amor, na conjunção da vida imortal.
Não temamos os caminhos, sejam quais forem aqueles em que Deus nos colocou, como abençoada oportunidade de adquirir experiências. Registremos contudo, somente o Bem, que porventura encontremos em nossos passos. Não deixemos de ter complacência para com os nossos irmãos, pois que, se eles não tiverem com os outros, deverão mais tarde aprender, pois todos somos filhos de Deus, com os mesmos deveres e direitos. O aprendizado pertence a todos.
Por que não termos moderação nas nossas lutas? Cuidemos da nossa escrita, no escrínio de nós mesmos. Além disso, saibamos escolher aquilo que vamos escrever no grande livro da vida, pois que, periodicamente, passamos a 1er essas páginas, revendo os nossos velhos feitos do passado, que nos elevam ou nos entristecem; dependendo do que escrevemos na consciência, pode ser motivo de muita alegria ou campo de amargura.Sejamos pacientes no perdão, esquecendo-nos das ofensas, para fixar a alegria das palavras edificadoras.
Durante o dia, escutamos ou lemos milhares de palavras; aprendamos, pois, a escolher, a selecionar as evangelizadas, para a nossa paz.
Não podemos nos esquecer de tolerar os que desconhecem o amor, o perdão e a caridade porque, com o nosso exemplo, no amanhã, eles passarão a mudar de vida, por não existir outro caminho em que eles não encontrem o Mestre, como se deu com Saulo, no caminho de Damasco.
Com este texto que adaptamos para a primeira pessoa plural, do livro Cura-te a ti mesmo, de João Nunes Maia, concitamos à reflexão todos os leitores e nos incluímos. Não é fácil ser tolerante com as agressões, ofensas, com quem parece ter ‘o rei na barriga’. Perdoar, não é passar a mão na cabeça, aceitar tudo passivamente, não punir. Muitas vezes é preciso passar pela expiação das faltas para entender. Quem com ferro fere, com ferro será ferido, é da lei, diz o ditado popular.
Não gostaria de estar na pele dos senhores, que terão que passar por essa prova díficil, mas devem enfrentar, tolerando o que for possível, mas com a firmeza de quem precisa cumprir um dever. Retroceder, quase sempre é preciso, não tenho a menor dúvida disso. Mas é muito difícil, diante dos que não admitem, eles mesmos que é preciso voltar atrás e pedir desculpas (nem vamos falar de perdão, pois muitos ainda não conhecem este sentimento).
Akino Maringá, colaborador
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