Enganamo-nos ou fomos enganados?
Fico sempre com esta dúvida, quando se erra em relação a uma pessoa, e quero me fixar no caso das últimas eleições. Como pode, dois ‘macacos velhos’ em política, como Ângelo Rigon e este modesto colaborador, errarem tão feio assim em relação a um candidato?
Trabalhamos, divulgamos, pedimos votos até indicamos para gente importante, que não tinha candidato, dividimos votos da família, que já tinha candidato. Sinceridade? Seria o candidato preferido até a prefeito, pelo que ficamos sabendo até então. Ou pelo menos à Presidente da Câmara. Graças a Deus, nada disso aconteceu. Seria um desastre total. Enganamo-nos, ou fomos enganados? Hoje sei que há muita gente sendo enganada e alguns enganando (o enganador está sendo enganado, também). Há defensores, mais de olho no ‘espólio político’, do que torcendo por um resultado satisfatório, penso. O capo faz de conta que assumiu a causa mandando alguns poucos soldados para a frente de batalha, mas sabe que não interessa ter um aliado com esse perfil. Os próprio soldados sabem disso, mas podem ser beneficiados, se o resultado for o que se espera.
Fico com pena dos que estão sendo enganados ardilosamente e também no enganador, que no fundo engana-se. Nós não caímos mais nessa. Em outra será difícil. De minha parte vou desconfiar até da sombra. Até prova em contrário, um político precisará me convencer que é ao mesmo tempo sério, ético, honesto, inteligente, capacitado e tem uma qualidade fundamental, que é ser político e com equilíbrio. Não vou confiar mais em discursos, vídeos, postagens. Só voto depois de entrevistar o candidato. Felizmente há gente boa na política e não faltarão opções para Maringá.
PS: Este texto é uma obra de fixação. Isto na ‘ecxiste’, diria Padre Quevedo. Hoje um amigo de Londrina disse que o ‘Boca Aberta’ atrapalhava os trabalhos da Câmara de Londrina e, mesmo ‘sendo Belinati’, caiu. Perguntou-me se algum vereador atrapalha aqui. Pensei, pensei, e achei melhor não responder. Deixo este julgamento para o leitor. Atrapalhar não é fiscalizar, ser oposição responsável. Temos um exemplo de Humberto Henrique, que foi durante 12 anos oposição, fiscalizou como poucos vereadores e nem por isso atrapalhou, pelo contrário, ajudou e muito Maringá. E eu acreditei que ele teria um substituto à altura nesta legislatura.
Akino Maringá, colaborador
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