Agora é diferente
Fala-se que em outras administrações quando havia assuntos espinhos, desgastantes e até de legalidade duvidosa, como demissão de servidores, o prefeito, que viajava bastante, programava uma um licença e deixava para o vice, a bucha, digamos.
Agora a diferente, garantiu-me o prefeito em exercício, Edson Scabora, a quem fiz uma visita de cortesia, ontem. O caso do reajuste do transporte coletivo coincidiu com o período que ele assumiu a titularidade, nas férias de Ulisses, mas o mesmo participou ativamente das negociações por vídeoconferência e faz questão de assinar o decreto. Scabora demonstrou um certo desapontamento com setores da imprensa, como o Salsicha da RIC, que teria embarcado em comentários poucos gentis e insinuado que tudo fora premeditado para que o prefeito Ulisses passasse por alguém que não tinha concedido o reajuste, e deixado, repito, digamos, a bucha para o substituto e que seria capaz de, no futuro, dizer: ‘eu não dei aumento’.
O reajuste é legal, contratual, inevitável, mas a administração conseguiu segurá-lo para mais de seis meses e um índice aceitável. Se o vereadores estiverem mesmo interessados no assunto, deveriam analisar o relatório da CPI sobre o assunto. Ver bem as planilhas para terem o crédito da não concessão de aumento. Por que quem acha que o reajuste não deveria ser concedido não questiona no Judiciário? Que os canhões da fiscalização sejam apontados para o caso. Que a legalidade da licitação seja confirmada. Que a planilha de custos seja esmiuçada. É o que se espera daqueles que fiquem com dúvidas.
Akino Maringá, colaborador
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