De José Nêumanne, respondendo pergunta de Carolina Laranjeira, da Rádio Eldorado (SP), preocupada com o número de vítimas fatais da febre amarela naquele estado este ano:
Sua preocupação faz todo o sentido, Carolina. Um homem de 48 anos estava internado no Hospital Leforte, no bairro Liberdade, Centro da capital, desde o dia 5, e morreu ontem.
As outras vítimas faleceram em Guarulhos e também no Hospital das Clínicas, na capital. Essas três pessoas teriam contraído a doença durante as festas de fim de ano, em Mairiporã, a 45 quilômetros de São Paulo.
Anteontem o governo de São Paulo decidiu ampliar a imunização contra a doença e fracionar uma dose única da vacina em dez, a partir de fevereiro. Como estratégia emergencial, o governo federal também adotará a medida para imunizar a população em áreas de risco no Rio de Janeiro e na Bahia. Quinze municípios fluminenses terão dose fracionada, conforme anunciou o Ministério da Saúde nesta terça-feira. A meta é vacinar 95% dos moradores dessas cidades, totalizando cerca 10 milhões de pessoas.
Essa situação preocupa porque o governo foi loteado entre os partidos e um ministério importante como o da saúde foi entregue a um político de baixo nível, de baixo clero, sem currículo, do interior do Paraná que não sabe nem aplicar uma injeção. Ele está de saída porque tem pretensões eleitorais, mas Ricardo Barros fraciona o ministério da Saúde como faz com a vacina contra febre amarela e é uma vergonha da gestão da saúde pública do Brasil, esse Ricardo Barros é o Oswaldo Cruz às avessas.
