A reportagem “Um relato do acampamento pró-PT em Porto Alegre”, de Paula Soprana, na revista Época, cita Francielle Silva dos Santos, “da periferia de Maringá”, que “foi aplaudida ao dizer que, como o Estado, os movimentos sociais falham em não entrar nas favelas”.
“Não adianta tirar a música machista das plataformas, que é a forma mais honesta que eles encontram de ganhar um dinheiro, se a educação pública e feminista de qualidade não chega à favela.” Ela se referia à música “Só surubinha de leve”, do MC Diguinho, retirada do Spotify por fazer apologia ao estupro. Francielle não estava no acampamento unicamente pelo PT, como os militantes das antigas. Usava o espaço de debate por se identificar com a juventude socialista. Há pouco tempo, entendeu que havia um grande desequilíbrio social em precisar esperar duas horas no ponto de ônibus enquanto “os caras andavam de carrão no centro da cidade”. “A política representa esperança. Nós somos futuro e presente”, disse antes de encarar as 22 horas de viagem.
Francielle, de Paiçandu, é coordenadora do Coletivo Secundarista da União da Juventude Socialista Paraná.
