Deflagrada hoje, a 49ª fase da Lava Jato cumpre nove mandados de busca de apreensão, em Curitiba, São Paulo, Guarujá e Jundiaí (SP). As investigações apuram propina para favorecer o consórcio que venceu a licitação para construção da Usina de Belo Monte, no Pará.
Segundo Allan Fonseca e José Vianna, do G1, um dos alvos da Polícia Federal (PF) é a casa de Antônio Delfim Netto (foto), ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento e ex-deputado federal. Ele é suspeito de receber 10% dos valores que as empresas teriam pago para serem beneficiados pelo contrato. Os outros 90% seriam divididos entre PMDB e PT.
Até o momento, conforme o Ministério Público Federal (MPF), já foram rastreados pagamentos, em valores superiores a R$ 4 milhões de um total estimado em R$ 15 milhões, pelas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e J. Malucelli – esta, pertencente ao empresário Joel Malucelli, suplente do senador Alvaro Dias e presidente estadual do Podemos.
Todas elas são integrantes do Consórcio Construtor de Belo Monte, em favor de pessoas jurídicas relacionadas a Antônio Delfim Netto, por meio de contratos fictícios de consultoria. Leia mais.
