Receba o melhor presente

Por João Batista Leonardo:

Não preciso muito para perceber quão importante é o entendimento de todas as coisas que permeiam nossas vidas. Embora as grandes impressionam mais, porque os valores são dependentes, vendo finamente vamos percebendo que elas nascem e dependem das pequenas.

Como, o todo que existente é dependente, o equilíbrio entre as forças, determina a normalidade. Somos diferentes, dependentes e caminhamos nas diversas direções buscando a gratificação e, nela o objetivo maior: “O prazer de viver”.
Quantas vezes nos deparamos com atitudes exageradas e como consequências, tantas lágrimas e tristezas são vividas. Pessoas que matam, roubam, tapeiam, não respeitam o direito e a dignidade do próximo, pisam encima dos outros. Patrões explorando empregados e empregados roubando patrões. Outras pessoas são acabrunhadas, indolentes, bocós e desprovidas de decisões, desacorçoadas deixam passar as oportunidades do crescimento. Então, a imposição da força e a indolência não são atitudes boas.
O valor de nosso eu é medido pelo peso de nossas ações e nossas ações são consequências das oportunidades acatadas no decorrer da vida. Como, já afirmei em outros textos, temos o grande poder da livre decisão, se acatarmos as boas oportunidades, faremos boas ações, se acartarmos as más, faremos más ações.
Por tanta importância, neste momento quero lhe impor, sim impor a você meu leitor, um presente. Um presente que por certo será a melhor coisa que poderia lhe acontecer. Estou lhe dando uma BALANCINHA. Sim uma balancinha abstrata. Parece brincadeira mas, não é. Acho até que você esboçou um sorriso. Sim uma balancinha, que seja invisível aos olhos, mas que esteja viva e presente na sua mente. Quero que você a insira neste instante, bem no centro de sua cabeça, como um estigma. Que esteja bem junto ao seu poder de decisão, até sua morte. Ela é mais que ouro, brilhante ou fortuna, porque ela vai levar você ao equilíbrio, fator determinante para uma vida normal.
Insisto e desejo muito que de agora em diante, todas as suas ações e atitudes, grandes ou pequenas, boas ou ruins, materiais e espirituais, devam ser pesadas na sua balancinha. As ações, têm pesos e as boas farão sua balancinha cair para o lado bom, as más farão cair para o lado ruim.

Nossa vida é feita de momentos e em cada um deles, se você me atender, vai perceber manifestação de sua balancinha, de acordo com suas decisões. Se você prestar um benefício a uma pessoa, sua balancinha vai cair para um lado, se prejudica-la vai cair para outro lado. Se você comer muito a balancinha vai cair para um lado e vai engordar, se comer pouco ela vai cair para o outro lado.
Será assim, ela estará caída para o lado do peso maior de suas ações e definirá, efetivamente com verdade, o que você é e aquilo que merece.
Em texto anterior afirmei com certeza, que conhecemos muito bem nossa alma, embora não a vemos. Quero crer com muito entusiasmo que se você colocar a balancinha bem lá no seu âmago ela estará junto á sua alma, até fazendo parte dela e ainda qualificando-a como boa ou ruim. Tenho a convicção em afirmar que o nosso corpo morre, mas nosso amago não, ele faz parte da alma, qualificada na balancinha, como boa ou ruim.
Se todas as religiões afirmam que a alma, viverá na eternidade de acordo com seu valor, tenho convicção de que ela levará, para outro plano, junto de si a balancinha, determinando seu mérito. Então não há necessidade de nenhuma forma divina julgar as almas, a balancinha indicará o lugar merecedor
Por tudo isso, não tenho dúvida que, de hoje em diante você querendo ou não, todas as suas ações serão pesadas na balancinha, porque ela já está impregnada em você. Por isso e muito mais, você recebeu hoje, o melhor presente da sua vida. Parabéns, ela é a oportunidade. Estando bem com ela você será referência, estará bem com o mundo e a satisfação de viver brotará sorrisos. Ela não deixará você desacorçoar.
Levado por essa certeza, todas as vezes que vou a um velório, junto às orações, pergunto ao morto: Como está sua balancinha? E me é confortante imaginar que ela esteja na sua cabeceira e caída para o lado bom. O tempo terreno é curto e todos nós teremos logo esse momento. Essa hora é a afirmação de quanto é importante o aproveitamento do nosso pequeno tempo aqui na terra, fazendo a balancinha cair para o lado bom.
No final, junto ao túmulo acaba o que tivemos de mais importante: as oportunidades, e, com elas as ações. No túmulo todos os valores materiais acabam e começa com a alma, o eterno, que poderá ser bom ou não, dependente do peso das ações praticadas medidas na balancinha.
Ainda não é tarde para avaliarmos nossa pequena estada aqui e ver nossa balancinha para onde está caída e, se conveniente, iniciarmos agora um novo fim. Nunca é tarde para um recomeço.
Quando eu disse que daria ao meu leitor, hoje, o melhor presente, não estava mentindo, porque a sua balancinha, a partir desse momento passará pesar todas as suas atitudes e mostrará o seu merecimento. Ela vai ensinar você olhar a vida, com menos ilusões, aceitar as dificuldades com menos sofrimento e buscar os objetivos com mais intensidade.
Se você, de hoje em diante fizer com que ela caia para o lado bom, perceberá aquilo que tanta gente não conhece, a “Consciência Tranquila”. Entenderá que para ser feliz não é preciso ser o melhor de todos e sim fazer o melhor que puder para sua balancinha. Ainda mais se você praticar uma doutrina, terá a alegria de viver. Então, você terá uma vida de gratificação e a eternidade espera sua alma, qualificada na balancinha, com muito entusiasmo.
Viva com toda sua força, cada oportunidade, cada momento, mentalizando sempre, o melhor presente que recebeu na vida: a balancinha. Pese sempre suas ações e verá.
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(*) João Batista Leonardo é médico e escritor em Maringá. Publicado hoje no Jornal do Povo.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.